Gostaria de registrar aqui o meu olhar sobre os trabalhos apresentados e os profissionais que pude ouvir e ver no II Congresso Iberoamericano de Psicologia das Organizações e do trabalho. Cheguei a algumas conclusões ao final deste evento e acho importante posicionar-me diante de algumas situações.
Primeiramente reafirmei um posicionamento que já tinha, e que a cada dia percebo suas implicações: é fácil ser psicólogo, difícil é ser um bom psicólogo. Claro que isso não é uma prerrogativa exclusiva da Psicologia, mas é à luz dessa ciência que faço minhas considerações iniciais.
De maneira geral o CIAPOT foi um evento interessante. Apesar de ter visto alguns profissionais com certas complicações metodológicas, éticas e teóricas, encontrei também muita gente boa falando de temas fundamentais para o desenvolvimento da Psicologia do Trabalho. Como as apresentações aconteciam ao mesmo tempo em várias salas diferentes, não pude ver todos os trabalhos que pretendia, mas diante do que consegui apreender, afirmo que temos hoje no Brasil valiosos profissionais atuando nos contextos de trabalho, quer seja operacionalmente ou através de pesquisas científicas.
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| Minha apresentação no II CIAPOT |
- Brasília tem já há algum tempo um forte grupo de estudiosos de Psicologia do Trabalho, com alguns núcleos na Universidade de Brasília (UNB) que apresentam contribuições de extrema importância. Senti falta neste evento do Wanderley Codo, profissional já há tempos nesta área e com trabalhos bem significativos.
- Aqui de Santa Catarina pude ver alguns profissionais valiosíssimos como Vera Roesler e Iúri Novaes Luna, e reencontrar o grupo de psicólogas que atuam junto à Coordenadoria de Saúde Ocupacional da polícia civil que tem desenvolvido um trabalho muito importante com servidores públicos desta esfera.
- O Rio de Janeiro também estava muito bem representado no CIAPOT por Lúcia Helena França e Fernando José Gastal de Castro (que é de SC mas atualmente está na UFRJ).
O evento também me serviu de base para refletir sobre o que venho fazendo enquanto profissional da psicologia implicada na relação que o ser humano estabelece com seu contexto do trabalho. Constatei, por fim, que o campo da pesquisa em Psicologia do Trabalho se configura de maneira muito atraente aos meus olhos, já que ao constituir-se enquanto ser humano, o homem é permeado de maneira muito impactante por suas mediações com o trabalho. Logo, compreender a relação que o sujeito tem com este perfil de sua vida é, sem dúvida, um instrumento muito valoroso que viabiliza ao psicólogo um entendimento maior a respeito da constituição desse homem e uma consequente assertividade na intervenção frente a este sujeito.

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